Coisas que a vida ensina depois dos 40 (ou 20)

 

Amor não se implora, não se pede, não se espera…
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor… Ah, o amor…
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças.
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente.

Artur da Távola

Pensa aí  no que a vida te ensinou ou anda ensinando, sei lá.

Houve um tempo …

Houve um tempo onde eu acreditava em tudo que me diziam. Onde eu achava que mentiras nunca eram ditas caso ambos se olhassem nos olhos e que todo mundo sentia dor na consciência quando fazia besteira.

Houve um tempo onde eu achava que para dar certo alguma coisa, seja lá o que fosse, tinha que ser perfeito e qualquer sinal de defeito ou de algo saindo do planejado era uma dica para cair fora. Um tempo onde eu não era viciada em café, não tinha dor de cabeça ou cólica, chorava por tudo e tinha medo de cara feia. Onde eu acreditava em príncipe encantado, tinha medo do escuro e mudava

de sonho, de profissão toda semana. Um tempo em que chegar da escola e ter que ficar em casa sozinha era uma aventura onde eu apagava as luzes,  se escondia debaixo das cobertas no sofá me cercava de bonecas e ficava vendo “História sem fim” jurando que o meu sofá voava. Tempo que minha imaginação era bem mais fértil e criar cenas, personagens e um mundo imaginário era uma ilusão que não criava expectativa ou frustração só frio na barriga, adrenalina e euforia coisa que toda ilusão naturalmente cria. Infância pra mim sempre vai ser a melhor fase da minha vida. Pensar que só percebo isso agora, porque na época eu era louca pra fazer 18 e nem sei o pq. É um tempo bom gostoso de se lembrar, a tranquilidade e a pureza da época, entendo pq ser como criança é parâmetro para entrar no reino dos céus.

As coisas mudaram, meu sexto sentido anda bem mais aguçado e quando eu encuco que o que me dizem não bate é quase certo que eu acerte e isso nem sempre é legal, deixa a gente mais cética. Vê mentiras serem ditas olhando nos olhos, sorrindo, abraçando e vê nem um pingo de constrangimento nisso ajudou também  foi assim que vi como é viver no mundo dos adultos.

Hoje em dia tomo quase meio litro de café por dia em horário comercial, logo eu que odiava e não via porque meu pai gostava tanto disso, sinto dor de cabeça, cólica e uma TPM linda. O bom é que hoje  não choro por tudo, na verdade, ultimamente anda bem difícil eu chorar de tristeza ou raiva. Sinto mas não choro com tanta facilidade. Alegrias tem me emocionado mais.  Ah, e cara feia não me assusta mais aprendi até a encarar de volta vejam só. Desencanei do príncipe encantado e agora entendo porque naquela musica ele vira um chato que vive dando no saco. Para você gostar de alguém de verdade não precisa de encantamento ou perfeição e quando a gente gosta mesmo acabamos  nem sabendo o pq gostamos tanto do outro. Acabei entendendo que dificuldades não são sinais pra desistir, mas quem sabe para mostrar se vale a pena continuar e até onde aquilo é importante para gente . Medos foram trocados e o escuro que assustava hoje em dia acalma.

Eu sei que é um monte de blablabla, que faz “mó” sentido pra mim, mas parei pra pensar nisso hoje a tarde. Engraçado como a gente muda, como tudo muda todos os dias e aquela última de que você não é a mesma pessoa que foi ontem é pura verdade. Gostos mudam. Sentimentos mudam. Atitudes mudam. Planos mudam. Você muda. Tudo é mutável, menos o amor Dele e é isso que me acalma me dando certeza de porto seguro, ponto de equilíbrio ou um norte em meio a tanta mudança. Não reclamo das mudanças. Acho bem bacana me reler ou olhar pra trás e vê  as coisas mudarem. Em me ver fazendo, dizendo e principalmente vivendo coisas e pensar “não acredito que tô fazendo isso”. Pensar nisso ajuda a gente a deixar coisas passarem, a não se preocupar tanto com o futuro ou se prender tanto ao passado. Enxergar que tudo no fim, por mais “clichê” que isso soe,  é aprendizado. Tem preocupação que não vale a dor de cabeça, a marca de expressão ou a noite sem sono. Tem dor que não vale a lágrima, a raiva ou o pensamento. Tem coisa que é melhor deixar pra lá mesmo.

Só temos uma vida e não sabemos quando ela termina, por isso hoje em dia acho que não é qualquer coisa que pode ter o poder de tirar a paz, perturbar a consciência ou não  deixar deitar a cabeça tranquilamente no travesseiro. Se todas as coisas cooperam mesmo para o bem daqueles que O amam, a mudanças entram nisso também. Se até as rochas sofrem ciclos metamórficos não vai ser eu que vou me manter imutável [conscientemente, espiritualmente, emocionalmente, profissionalmente e todos os “mentes” possíveis rs]

P.s: Como que rocha foi parar no texto? Eu e minhas ilustrações… rs