Vendo o lado bom da coisa…

Meu pc ia ser formatado por conta de uma ataque de vírus potente que ele sofreu. Até ai tudo bem minhas fotos, músicas, textos e filmes estavam guardados protegidos em outro disco rígido dentro dele. Só que como a Lei de Murphy atua muito bem na vida da pessoa aqui e o pc foi TOTALMENTE formatado por acidente. Acabou. Finish. Foi se embora as fotos dos casamentos, festas, congressos, aniversários, momentos, shows foi embora todos os registros das lembranças bacanas que eu carrego comigo. Lembranças de gente que nem vejo, falo ou convivo mais. Lembranças de um passado bacana que não volta. Eu quis matar, estrangular, cortar em pedaços e fazer uma fogueira com quem fez isso e ver queimar, mas enfim, devo amar muito a pessoa porque a raiva passou e ela continua viva e eu nem dei um soco nele. Olha como eu sou boazinha? Ou idiota? tô na dúvida.

Depois do nervosismo e quase desespero tentei enxergar o lado bom disso, se é que há, vi que isso podia ser sei lá um jeito de abrir espaço pro novo fazendo uma limpeza geral . Tive aquela sensação de caderno novo no inicio do ano, ele está lá branquinho, sem marcas, com cheiro de novo e a gente fica cheio de cuidados, zelo e ansioso pra usar. Vi que perdi registros de algumas lembranças que eu na verdade nem olhava mais, não por ser uma Cruela Devil de coração de pedra, mas por simplesmente não fazer mais sentido.  Guardava por ver que eram bacanas e me faziam soltar sempre um sorriso ao ver aquelas fotos,  mas não se encaixavam mais sabe? Algumas pareciam historias que me contaram, não que eu escrevi. Louco isso  soa até meio insensível,  mas era assim como uma parte boa da vida que ficou na lembrança, agora inevitavelmente só mentalmente mesmo, mas que passou.

A vida é meio doida (ou nós que somos? sempre fico na dúvida! ) as coisas passam e você vê que certo mesmo só a morte e o amor de Deus. O restante tudo passa, a gente querendo ou não. Se acostumamos muito fácil com o comodo “se está dando certo mudar pra que? Deixa assim mesmo!, deixamos de ousar. Estagnar é muito fácil e estagnamos ao deixar de conhecer gente nova, ir a lugares diferentes, pensar diferente porque se acostumamos com o “de sempre”. Tem coisas que precisam passar, precisam ir embora para outras chegarem. As vezes algumas “certezas” precisam ser repensadas, outras precisam ser feitas/ refeitas para que cresçamos de alguma forma. As vezes pessoas tem que ir pra gente repensar o que sente, o que vê e até quem somos. As vezes elas voltam, outras não. As vezes elas vão e mostram que precisam voltar, ficar ou outras vezes mostram que é melhor mesmo irem. As vezes pessoas precisam seguir para o bem delas e até pro nosso. Ok, pode parecer que eu estou falando só de alguma apaixonite que foi embora, mas falo de modo amplo de todos os cargos que as pessoas podem ocupar na nossa vida.

O legal é isso você viver, se doar, amar enquanto for presente porque a vida pode virar, sacudir tudo e você não ter mais a pessoa li ou você não continuar mais lá. A cada dia basta o seu mal. Não sei onde li  algo que dizia que o passado passou pleonasmo oi! e o futuro é uma projeção o que existe de verdade é o presente. Desperdício de vida você viver lá atrás ou lá na frente e não viver aqui.  As lembranças físicas foram apagadas, mas continuam aqui dentro e na boa não inventaram máquina fotográfica tão precisa que registre sentimentos, a sensação de um beijo, o calor de um abraço ou os laços invisíveis que existem/ existiam. O jeito é correr atrás de novos registros e se contentar e soltar sorrisos involuntários ao lembrar daquelas lembranças. É isso.

P.s: Usei quase todos os mecanismos de defesa do meu ego para superar o fato, Freud me entende. =p

Apaixona-se

Não sei o que faz a paixão acordar e gerar o sentimento, mas creio que a perfeição não seja o agente ativador disso tudo. A maioria das pessoas tem um “par perfeito” idealizado acompanhado de uma lista de requisitos.  Tem que ser carinhoso sem ser grude, trabalhador sem ser “Workaholic”, engraçado sem ser babaca, másculo sem ser ogro, vaidoso sem ser narcisista, vascaíno ops  e por aí vai. Mas o mais bizarro é vê essas pessoas se apaixonando por pessoas que não tem todos esses requisitos, se é possovel ter todos,  e as vezes são diferente do idealizado .
Porque apaixona-se não pela listinha de pré-requisitos, mas sim  pelos detalhes.  Pelo jeito que o outro sorrir, olha ou fala. Apaixona-se pela forma de abraçar, entrelaçar os dedos, mexer no cabelo ou demonstrar  cuidado seja indo visitar ou querendo saber como foi o dia. Apaixona-se  pela risada, cheiro ou a capacidade do outro ser tão desligado ou de te fazer rir sempre (meu fraco…). Apaixona-se pelo carinho demonstrado, afeto e planos compartilhados. Apaixona-se pela beleza. Beleza do coração, da alma, das palavras, das atitudes e até pela física. Apaixona-se  pelas manias e estranhezas, estranhices sei lá, que só o outro tem e nossa como ele fica charmoso com elas. Apaixona-se pela atenção dada. Apaixona-se por uma nuca. Apaixona-se pelas declarações ditas, escritas, feitas de alguma forma feitas. Apaixona-se pela humanidade e pelo jeito de se mostrar assim, humano. Apaixona-se pelo charme que o outro tem seja dirigindo, tocando, sorrindo  ou simplesmente jogando Playstation. Apaixona-se pelos objetivos em comum.  Apaixona-se  pelo equilíbrio entre  saber a hora de ser maduro ou  idiota, no bom sentido é claro. Apaixona-se pela alma leve, coração limpo e sede pelo eterno. Apaixona-se pelo brilho e verdade no olhar. Apaixona-se pelo beijo. Apaixona-se  assim sem muita pretensão ou sem saber muito bem o porque, mas inventando motivos pra explicar o inexplicável. Apaixona-se sim pelos bons detalhes e quando se conhece os ruins e mesmo assim continuamos, toleramos  começamos aprender a amar.

Duda Borges

p.s:  Queimando meu filme em 5,4,3 …

p.s¹: Legal quando é reciproco, mas como li ontem “tá mais fácil achar sinal de Wi-fi sem senha do que amor correspondido!”  kkkkkkk adorei.

p.s²: Soou forever alone. Eu sei. =p

O tema é: “o que fazer da vida”

 

3269734345_a657bbf083

Lute para não ser um religioso, porque o mundo é feito de pessoas como você. Um dia você precisa delas, e no outro dia, também.

Tente enxergar a sua cara no espelho, sem absolutamente nada entre a pele e o vidro. Um dia você verá Deus face à face, mas enquanto isso não acontece, lembre-se que ele já te enxerga assim. Sem máscaras.

Seja bacana. Você não precisa ser bonito, nem magro, nem saber dançar para ser bacana. Ser bacana é ser você mesmo, é ser seu fã. Não há egoísmo aí. Há a leve certeza de que você foi criado para alguma coisa e que o único jeito que você poderá ser feliz, é cumprindo esse chamado de ser o que você é.

Não tenha medo.

Não entre debaixo de pensamentos que não combinam com a liberdade.

Chore na presença de Deus.

Sofra pelas coisas que você ama. Acredite nas coisas pelas quais você chora. Não gaste sentimentos em vão como se eles estivessem num estoque, mas evite desperdiçá-los porque enquanto você faz isso, as experiências valiosas e reais podem passar sem você ver.

Honre os seus pais. Fica ainda mais legal quando seus amigos descobrem que isso não é uma coisa de mané, e sim uma arma poderosa contra a falência do seu futuro.

Corra atrás do seu chamado. O seu chamado na maioria das vezes, é aquilo que você gosta de fazer, só que potencializado pelas mãos de Deus. A parte boa da história é que nessa pegada você pode descobrir coisas que pensava não saber fazer, pessoas que não imaginava conhecer, e o fato de você pagar certos preços de dor e entrega, farão mesmo assim, você se sentir a pessoa mais feliz da terra.

Não pense que ter uma banda, ter algo a dizer, destacar-se na sua área, viajar para outro país, se vestir de um jeito inusitado e viver milagres, não seja uma coisa pra você. Isso sim seria um egoísmo.

Tenha um Deus não porque é moda, porque a cada semana lançam livros sobre isso, ou porque você precisa de um amuleto qualquer. Tenha um Deus simplesmente porque você tem um espírito feito para recebê-lo e sedento por coisas maiores e perfeitas. Se você tem onde colocar Deus na sua vida, então tudo poderá ser infinitamente melhor do que todos os livros que os poetas possam escrever. Mas se você preferir ter apenas uma religião desconsidere o prazer de ser filho de Deus e usado por ele.

Não fuja da guerra.

Não fuja das pessoas que tentaram te ensinar alguma coisa.

Aprenda a voltar.

Aprenda a ir embora.

Aprenda a falar não.

Procure por Deus onde ninguém procurou. (Pode ser numa música qualquer, num filme aparentemente normal, numa conversa).

Queira se casar, ter filhos e tratar isso da melhor forma possível. Não é papo de babacas, é papo de quem quer ser realizado na cama e em todos os outros lugares.

Enfrente o inimigo. Ele é real, ele quer te matar, te roubar e nos mínimos detalhes, te destruir.

Entenda que atitude e posturas causam mais efeito do que berros.

Ouça as histórias que as pessoas têm pra contar. Talvez você carregue a solução para que os finais sejam felizes.

Multiplique seus talentos. Ensine, divida, aprenda, faça por amor e não só por dinheiro.

Aceite que a vida pode ser muito boa, mesmo em meio à crises, doenças e solidões.

Não subestime suas orações.

Imite quem você ama.

Tenha uma aliança com você mesmo. Com seus valores, com as coisas que você quer conquistar e as coisas que você se propõe. Sem ter essa aliança você nunca poderá amar alguém como a você mesmo. É necessário gostar-se. Não há nada de errado nisso.

Não caia na rotina do erro, só porque você descobriu que existe perdão. O perdão é muito mais do que um pedido de desculpas. É a base de uma mudança real e sincera.

Divida suas músicas com os seus amigos.

Não seja preconceituoso. Você já estará perdendo a melhor parte de ser gente.

Acredite em palavras e no poder que elas têm. Se para bem, concorde. Se para mal, destrua.

Não seja um rebelde, mesmo se tiver uma boa causa para isso. Prefira ser um inconformado. As chances de revolução serão muito maiores neste caso.

 

Vi Aqui ó UMPONTOUM

Talvez …

Talvez falte mais intuição e menos percepção;
Talvez falte mais empatia e menos simpatia;
Talvez falte mais sinergia e menos energia;
Talvez falte mais interior e menos exterior;
Talvez falte mais “nós” e menos “eu”;
Talvez falte mais presente e menos futuro;
Talvez falte mais flexão e menos reflexão;
Talvez falte mais serendipidade e menos causalidade;
Talvez falte mais ação e menos reação;
Talvez falte apenas um beijo roubado…
Dele vai surgir alguma certeza ! (ou não)

Fabio

Pronto! É disso que eu tava falando véi … é isso. rs

P.s: Serendipidade =  Aptidão para descobrir coisas agradáveis por acaso.

Tenha um vida boa . (?)

Viver tornou-se algo bem complicado, que demanda alguns cuidados fundamentais. Eis alguns. Complete com os que quiser:

Não ande descalço para não machucar os pés.

Tenha medo do novo, permaneça no velho. Não há segurança no novo.

Prefira o previsível. O imprevisível pode te surpreender, pra melhor inclusive. Mas quem precisa de surpresas?

Não tenha amigos para não precisar dividir o que pode ser só teu, para não ter que ouvir lamúrias, preocupar-se se um deles precisar de cuidado,  ter quem te diga a verdade quando necessário.

Não sinta o vento bater, nem como brisa, muito menos tempestade.

Banho de chuva, nem pensar. Gripa.

Fuja das praças. Nunca se sente nelas. São perigosas.

Evite Vinícius, Clarice, Pessoa. Escrevem com o coração, sem nenhum rigor acadêmico. Confundem nossas bases sólidas e imutáveis.

Ivan Lins, Lulu, Legião, Paralamas, Djavan, Nando Reis, Cássia Eller e os demais incitam a mundanidade.

Prefira guardar mais um pouco de dinheiro à sentir cheiros e gostos. O ditado “mais vale um gosto, do que dinheiro no bolso” é uma grande besteira.

Desista logo das coisas difíceis, prefira o que é fácil.

Guarde alguns rancores e nunca dê a outra face. Perdoar é coisa de gente fraca.

Não queira mudar o mundo se as coisas estão bem para você.

Não sonhe, não acredite em fantasias, não propague o “faz de contas”. A realidade é o que é e pronto.

Se quiser chorar, ou segure ou se esconda.

Ame pouco para não machucar o coração.

Acho que já ajuda.

Passará pela vida ileso.

Terá existido, mas vivido?!”

 

Fabricio Cunha

Eu duvidei, por Pedro.

O dia tinha sido proveitoso, tinhamos acabado de vê como cinco pães e dois peixinhos alimentavam 5 mil pessoas. Só não me pergunte como isso é coisa de Jesus, o nazareno. Pegamos um barco e partimos pro outro lado do lago, antecedendo ele que ficava para mandar aquele povo, agora satisfeito, embora. Andava tudo numa boa até começar a tempestade, o vento aumentar e alguém aparecer no meio do mar. No meio mesmo, em cima da agua sem barco ou nada para se manter ali a não ser seus pés. Podem imaginar o desespero da tripulação ?

Disse ele que era Jesus, desconfiei e o desafiei. Ele chamou e eu fui. Apesar da adrenalina e frio na barriga que senti, levantar daquele barco e andar sobre as águas parecia legal. Não costumam fazer isso todos os dias, eu pelo menos nunca tinha ouvido ninguém falar, mas se ele era Jesus mesmo era de se esperar essas coisas Dele. Imagina que historia bacana daria isso no futuro em? Resolvi pagar pra vê. Resolvi comprovar se a voz que ecoava naquele breu em meio a tempestade, era do meu grande amigo.

Segui a voz. Olhei pra ele. Saí do barco. Foi mais incrível do que imaginei, eu ali andado sobre as aguas como se fosse em terra firme com nossos olhos se encontrando em meio a toda aquela confusão. Ele era meu ponto de paz, chamava por mim e me esperava.

Eu comecei bem, mas a tempestade aumentou , o frio congelou a espinha e foquei na força do vento. Larguei as mãos do amor, dei lugar ao medo e ele se acomodou. Agora parecia loucura tudo aquilo, deixei de acreditar,perdi o foco largando a fé. Meus pés agora não estavam mais sobre as águas, submergiram. Estava afundando e o desespero apertando. Olhei pra Ele e gritei: Socorre-me Senhor! Ele não disse, mas pude vê naqueles olhos a decepção de mê vê ali, apesar de tudo, duvidando. Duvidando do amigo que acabara de multiplicar poucos pães e peixes alimentando todas aquelas pessoas. Duvidando do amigo que em meio a tempestade veio andando sobre as aguas nos salvar. Do amigo que em meio ao nosso desespero nos pediu coragem, porque era Ele que estava ali e não um fantasminha fanfarrão. Um amigo que num cenário de tempestade, vento, barulho e medo chamou para andar sobre as águas com um simples “venha!”. Sem justificativas, persuasão somente um “venha!” que significava que ele garantiria a segurança do percurso. Eu duvidei. Duvidei porque meus olhos saíram Dele dando início ao meu naufrágio.

Suas mãos imediatamente me seguraram Ele me ouviu mais uma vez, meu herói. E com apenas duas frases me fez um reboliço maior do aquela tempestade fazia com o mar:  – Homem de pequena fé! Por que duvidaste?

Me segurou, me levou pra dentro do barco e dissipou o vento. Tivemos uma noite tranquila até chegar ao destino final, mas uma pergunta me deixava inquieto: Por que eu duvidei?

Relatos de um cara chamado Pedro sobre uma de suas pisadas de bola.

Baseado em Marcos 6.45-51/ Mateus 14 22 -33

p.s:  Comecei a ler ontem “Se  Deus já sabe, por que orar?” do Douglas F. Kelly

Véi… no primeiro capitulo já fez reboliço.  Livro encostado a anos lá em casa e só agora peguei pra ler, incrivel como tudo se encaixa.  Precisava ler ele exatamente agora.

Não quero ser mediocre – Tati Bernardi

Eu tenho esse meu grande amigo, o Leon. Quando dá a gente almoça junto e ele sempre me pergunta: “E aí mulher, você vai optar pela mediocridade?”
Depois explica aquele papo das energias: energias novas que nos impulsionam e energias covardes que nos enterram.
Ele é tudo o que uma pessoa acomodada precisa, ele é o chacoalhão.
Você vai optar pela mediocridade Tati?
Há um ano eu não sabia se largava meu emprego para tentar redação publicitária. Todo mundo dizia que era difícil, para poucos. Que é foda, que demora a vir grana, que é isso e aquilo.
Ele só me olhou, eu já esperava o que vinha, e ele fez a pergunta.
Não, eu não quero ser medíocre, não. Deus não me deu esse estômago enjoado, essa alergia encantada de vida e esse coração disparado à toa. Eu devo ser especial, eu devo ter algum talento.
Não, eu não quero ser medíocre, não eu não quero desistir, não quero optar pelo caminho mais fácil, não quero que a energia negativa me enterre. Enfim, pedi demissão.
Hoje eu ainda não tenho um salário de redatora, nem nome conhecido, nem uma campanha incrível veiculando na mídia.
Mas tenho a sensação mais maravilhosa que já tive em toda a minha vida: o prazer de acordar para fazer o que gosto.
Eu tenho uma mesa, um lixo, um computador e uma cadeira. Objetos que ocupam um espaço que conquistei, que eu convenci alguém, pelo meu talento, a me dar.
Sim, eu sou uma redatora, para mim pelo menos.
Eu tinha esse meu namorado, há mais de um ano. Bonito, inteligente, engraçado, publicitário.
Ele gostava de dançar, de ir ao cinema, de músicas que se tornaram as minhas prediletas.
Ele gostava de viajar, de sair com nossos amigos, de colocar jazz para a gente dormir.
Ele gostava de ler, de escrever e de interpretar a vida de um jeito que se tornou, aos poucos, o meu também.
Ele tinha uma mãe maravilhosa e me chamava de criança, mas me tratava como mulher.
Não é à toa que foi o homem que mais tempo ficou na minha vida. Ele era perfeito, quer dizer, quase.
Faltava, ai, como vou dizer. Aquele olhar, aquele que o homem lança para você, não só quando você diz alguma coisa inteligente e está bem vestida, mas quando acabou de acordar toda descabelada.
Faltava, putz, será que vocês vão me entender? Aquela pegada de quem te conhece, mas perece acabar de te conhecer. De quem sabe ser permitido, mas quer fugir da polícia e se esconder dentro de você.
Faltava aquele ritmo que aquieta um coração jovem e cheio de curiosidades.
Faltava um romance entre a gente, falsamente preenchido por filmes e músicas românticas.
Faltava um cansaço de prazer que me desse preguiça de olhar para outros homens.
Sobrava pensamentos, espaços e angústias de traição.
Mas como terminar algo tão bacana, tão legal, tão,Š puxa, tão, sei lá. Tão o quê?
Foi aí que lembrei do meu velho grande amigo, sem tempo para almoçar comigo há um tempo. Além do papo da mediocridade, ele sempre me dizia também: vá viver um grande amor.
Você me ama, João?
Ele nunca respondeu essa pergunta, e nunca mais vai ter a chance de responder.
Terminei. E estou aqui, esperando um grande amor.
Eu não sei se ele existe, da mesma forma que eu não sei se um dia serei uma grande redatora.
Só sei que estou preparada para quebrar a minha cara, porque eu posso ser louca, boba e infantil, mas eu não sou medíocre.

                                                                                                                             Por Tati Bernardi