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Não quero ser mediocre – Tati Bernardi

Eu tenho esse meu grande amigo, o Leon. Quando dá a gente almoça junto e ele sempre me pergunta: “E aí mulher, você vai optar pela mediocridade?”
Depois explica aquele papo das energias: energias novas que nos impulsionam e energias covardes que nos enterram.
Ele é tudo o que uma pessoa acomodada precisa, ele é o chacoalhão.
Você vai optar pela mediocridade Tati?
Há um ano eu não sabia se largava meu emprego para tentar redação publicitária. Todo mundo dizia que era difícil, para poucos. Que é foda, que demora a vir grana, que é isso e aquilo.
Ele só me olhou, eu já esperava o que vinha, e ele fez a pergunta.
Não, eu não quero ser medíocre, não. Deus não me deu esse estômago enjoado, essa alergia encantada de vida e esse coração disparado à toa. Eu devo ser especial, eu devo ter algum talento.
Não, eu não quero ser medíocre, não eu não quero desistir, não quero optar pelo caminho mais fácil, não quero que a energia negativa me enterre. Enfim, pedi demissão.
Hoje eu ainda não tenho um salário de redatora, nem nome conhecido, nem uma campanha incrível veiculando na mídia.
Mas tenho a sensação mais maravilhosa que já tive em toda a minha vida: o prazer de acordar para fazer o que gosto.
Eu tenho uma mesa, um lixo, um computador e uma cadeira. Objetos que ocupam um espaço que conquistei, que eu convenci alguém, pelo meu talento, a me dar.
Sim, eu sou uma redatora, para mim pelo menos.
Eu tinha esse meu namorado, há mais de um ano. Bonito, inteligente, engraçado, publicitário.
Ele gostava de dançar, de ir ao cinema, de músicas que se tornaram as minhas prediletas.
Ele gostava de viajar, de sair com nossos amigos, de colocar jazz para a gente dormir.
Ele gostava de ler, de escrever e de interpretar a vida de um jeito que se tornou, aos poucos, o meu também.
Ele tinha uma mãe maravilhosa e me chamava de criança, mas me tratava como mulher.
Não é à toa que foi o homem que mais tempo ficou na minha vida. Ele era perfeito, quer dizer, quase.
Faltava, ai, como vou dizer. Aquele olhar, aquele que o homem lança para você, não só quando você diz alguma coisa inteligente e está bem vestida, mas quando acabou de acordar toda descabelada.
Faltava, putz, será que vocês vão me entender? Aquela pegada de quem te conhece, mas perece acabar de te conhecer. De quem sabe ser permitido, mas quer fugir da polícia e se esconder dentro de você.
Faltava aquele ritmo que aquieta um coração jovem e cheio de curiosidades.
Faltava um romance entre a gente, falsamente preenchido por filmes e músicas românticas.
Faltava um cansaço de prazer que me desse preguiça de olhar para outros homens.
Sobrava pensamentos, espaços e angústias de traição.
Mas como terminar algo tão bacana, tão legal, tão,Š puxa, tão, sei lá. Tão o quê?
Foi aí que lembrei do meu velho grande amigo, sem tempo para almoçar comigo há um tempo. Além do papo da mediocridade, ele sempre me dizia também: vá viver um grande amor.
Você me ama, João?
Ele nunca respondeu essa pergunta, e nunca mais vai ter a chance de responder.
Terminei. E estou aqui, esperando um grande amor.
Eu não sei se ele existe, da mesma forma que eu não sei se um dia serei uma grande redatora.
Só sei que estou preparada para quebrar a minha cara, porque eu posso ser louca, boba e infantil, mas eu não sou medíocre.

                                                                                                                             Por Tati Bernardi

#Musica | Samba de uma nota só – Tom Jobim

“Eis aqui este sambinha feito numa nota só.

Outras notas vão entrar, mas a base é uma só.
Esta outra é conseqüência do que acabo de dizer.
Como eu sou a conseqüência inevitável de você.
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada,
Ou quase nada.
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada,
Não deu em nada.
E voltei pra minha nota como eu volto pra você.
Vou contar com uma nota como eu gosto de você.
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó.
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só.”
Samba de uma nota só
Tom Jobim
 -  Momento “Onwt!” do dia.  -  Voltando as atividades normais agora.

Todas as coisas agem para o bem

por Max Lucado

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”. Romanos 8:28

Nós sabemos… Há tantas coisas que nós não sabemos. Não sabemos se a economia cairá ou se o nosso time ganhará. Não sabemos no que o nosso cônjuge está pensando ou como os nossos filhos se sairão. Nós nem sabemos “o que havemos de pedir” (Romanos 8:26). Mas segundo Paulo, nós podemos estar absolutamente certos sobre quatro coisas. Nós sabemos…

Deus age. Ele está ocupado nos bastidores, acima do combate, dentro da fúria. Ele não saiu ou foi embora. Ele é incessante e incansável. Ele nunca para de agir.

Deus age para o bem. Não para o nosso conforto, prazer ou diversão, mas para o nosso bem principal. Uma vez que ele é o bem principal, nós esperaríamos qualquer coisa a menos?

Deus age para o bem daqueles que o amam. Veja o benefício de amar Deus! Faça da história dele a sua história, e a sua história terá um final feliz. Garantido. Por ser o autor da nossa salvação, ele escreve um tema de salvação em nossa biografia.

Deus age em todas as coisas. Panta, em grego. Como “panorâmico”, “panaceia” ou “pandêmico”. Tudo incluído. Deus age, não através de poucas coisas ou através das coisas boas, coisas melhores ou coisas fáceis. Mas em “todas as coisas” Deus age.

Marionete nas mãos da sorte ou do destino? Não você. Você está nas mãos de um Deus vivo e amoroso. Coleção aleatória ou contos desconexos? Longe disso. A sua vida é uma narrativa elaborada escrita por um Deus bom, que está agindo para o seu bem supremo.

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