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Tenha um vida boa . (?)
Viver tornou-se algo bem complicado, que demanda alguns cuidados fundamentais. Eis alguns. Complete com os que quiser:
Não ande descalço para não machucar os pés.
Tenha medo do novo, permaneça no velho. Não há segurança no novo.
Prefira o previsível. O imprevisível pode te surpreender, pra melhor inclusive. Mas quem precisa de surpresas?
Não tenha amigos para não precisar dividir o que pode ser só teu, para não ter que ouvir lamúrias, preocupar-se se um deles precisar de cuidado, ter quem te diga a verdade quando necessário.
Não sinta o vento bater, nem como brisa, muito menos tempestade.
Banho de chuva, nem pensar. Gripa.
Fuja das praças. Nunca se sente nelas. São perigosas.
Evite Vinícius, Clarice, Pessoa. Escrevem com o coração, sem nenhum rigor acadêmico. Confundem nossas bases sólidas e imutáveis.
Ivan Lins, Lulu, Legião, Paralamas, Djavan, Nando Reis, Cássia Eller e os demais incitam a mundanidade.
Prefira guardar mais um pouco de dinheiro à sentir cheiros e gostos. O ditado “mais vale um gosto, do que dinheiro no bolso” é uma grande besteira.
Desista logo das coisas difíceis, prefira o que é fácil.
Guarde alguns rancores e nunca dê a outra face. Perdoar é coisa de gente fraca.
Não queira mudar o mundo se as coisas estão bem para você.
Não sonhe, não acredite em fantasias, não propague o “faz de contas”. A realidade é o que é e pronto.
Se quiser chorar, ou segure ou se esconda.
Ame pouco para não machucar o coração.
Acho que já ajuda.
Passará pela vida ileso.
Terá existido, mas vivido?!”
Redes sociais, julgamentos e “mimimi”
Internet dá uma liberdade né? Falamos o que quisermos sem o constrangimento de olhos a nos encarar. Vemos aqui a oportunidade de falarmos e sermos “ouvidos”, mas tem vezes que perdemos a noção.
Sabe é bacana compartilhar o que se sente seja em fotos, frases, músicas ou o que você fez, anda fazendo e vê pessoas se identificando. As redes sociais estão aí pra isso. O problema é você compartilhar coisas suas que não deveria ser ditas para desconhecidos, seja por reserva, segurança ou semancol mesmo. Nem todo mundo precisa saber como você terminou seu namoro e seu ex não presta, ou quantas “minas” você pegou na noite ou como sua mãe pega no seu pé e daí pra pior. Esses problemas são seus e quando você os expõe nas redes sociais dá abertura a pitaco, comentários e críticas alheias. Como diz o ditado “quem fala/digita o que quer, ouve/ler o que não quer”. A coisa complica quando queremos sair por aí falando o que bem entendemos e caso recebemos uma resposta contrária, se ofendemos achando que estamos sendo julgado. Sim, você está sendo julgado. Quando você se cadastra numa rede social e expõe sua vida ali você está aberta a julgamentos.
Segundo o Aurélio julgar é:
1. Decidir como juiz ou árbitro:
2. Dar sentença, sentenciar.
3. Supor, imaginar, conjeturar:
4. Formar opinião sobre; avaliar:
Fico com as duas últimas definições. Ali você está dando essa liberdade das pessoas suporem, imaginarem e formarem opinião sobre você através de suas postagens. Se elas vão formar um julgamento justo ou vão tirar prova se ele está certo ou não é outra história, mas elas vão se basear naquilo que você expõe. A gente vive sendo julgado e julgando também. Nasceu? Pronto você está aberto a julgamento. Julga-se tudo desde atitudes, falas, pessoas até a blusa que você estar vestindo. Ela também sofreu um julgamento, uma avaliação, você julgou que ela era adequada pra ser usada hoje não? E ainda vai ser julgada pelos outros, vejam só.
A mais ninguém pode julgar ninguém?
Mateus 7 fala que seremos julgados por Deus com a mesma rigidez que julgamos os outros e manda-nos tirar a trave do nosso olho antes de retirar o cisco alheio. O condenado aqui é o julgamento hipócrita , onde, eu ando todo errado e quero pagar lição de moral em cima de alguém. Julgamos porque vivemos formando nossas opiniões e nossos julgamentos sobre os outros serão benéficos se funcionarem como exortação, ensinamento e não somente um jeito de nos mostrarmos superiores. Cristãos baseiam julgamentos na bíblia, ou pelo menos deveriam.
“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas.” 2 Timoteo 4:2-3
Li uma frase que parafraseando dizia que pessoas maduras melhoram com os elogios e críticas, creio que com julgamentos também funcione assim. A gente através deles pode começar a enxergar coisas que não víamos, mudar ou reforçar nossas convicções. Passar um filtro nesses julgamentos que fazemos e recebemos e aproveitar o que for bom é o melhor. (1 Tessalonicenses 5:21)
Voltando, a questão é “se não sabe brincar não desce pro play” ou desce e aprende . Não expõe sua vida em uma rede social, contando seus segredos ou sentimentos se você não tem maturidade/paciência para ouvir julgamentos. Sãos questões suas que você colocou na roda de conversa então vai ter que aguentar as opiniões alheias sendo elas boas ou não. Na dúvida escreve e guarda, quando a poeira baixar se for conveniente você posta. Só não vá se abrindo na net e depois venha de “mimimi” dizendo que o povo cuida da sua vida. Pelamor né.
Duda Borges
p.s: Eu já tinha escrito umas 5 linhas de um texto revoltado sobre pessoas e seus “mimimis”, redes sociais e como aquilo lá tem virado diário que a gente acaba sabendoo detalhes “sórdidos” de fim de namoro, amizade, e esses temas de “Caso de família” mas apaguei. Deixei essa versão mais soft.
P.s ¹: É eu adoro p.s’s já deu pra perceber… (:
Vale o clique pra complementar: Devemos julgar?
Isaías e o que ele me ensinou no onibus
É muito complicado conviver. As vezes brinco dizendo que o mundo é perfeito o problema são as pessoas, brincadeiras a parte , conviver é difícil. Acho que exige uma certa maturidade. Maturidade pra não fazer as coisas do nosso jeito, pra não fazer birra, bico, ou seja lá qual for seu tipo de pirraça. Maturidade pra ouvir, pra calar ou falar mesmo o que precisa ser dito. Para construir relações duradouras, sejam elas qual forem , é preciso maturidade. É difícil ser maduro, leva tempo.
Vim hoje dentro de ônibus ouvindo “Isaías 6” do Rodolfo Abrantes, e sabe quando você fecha os olhos ouve a música, viaja nela e sente por um momento que você não estar mais ali? Sensação única. No meio da música ele ler essa passagem, que eu já conhecia, mas ela soou diferente hoje à tarde. Na parte que Isaías se prostra e diz que é um homem de lábios impuros, e vem um anjo purifica os lábios dele com uma brasa do altar dizendo que a iniquidade dele havia sido retirada e os pecados perdoados. Logo depois Deus pergunta a quem enviarei? E Isaías se prontifica dizendo: – Eis me aqui. Envia te a mim. Percebe que Isaías se prontificou a ir depois que ele foi purificado? Aquele encontro promoveu uma mudança real nele que o motivou a ir. Ele não precisou ser chamado, Deus não precisou mandar um sinal, chamar pelo nome, pegar pela mão e arrastar. Foi natural, ele foi transformado logo motivado a si entregar, a ir se prontificando a obedecer.
Imagina uma multidão e alguém perguntando quem ele pode chamar pra ajuda-lo em uma tarefa e aparece um cara lá na frente pulando, lançando os braços no ar e dizendo: Eu aqui! Eu vou!! Eu vou!. O que motivaria esse cara a fazer isso? Proatividade? Satisfação em ajudar? Prazer em ser útil? Gratidão? Bondade? Amor? Todos esses motivos podem ter motivado Isaías, mas o maior deles foi a transformação que ele sofreu.
Quando Deus nos transforma, toca na gente Ele não precisa mandar sinais escalafobéticos, gritar o nosso nome ou nós colocar contra a parede mandando obedece-lo. Você simplesmente vai, a transformação te motiva a ir. A transformação mexe tanto com você que você não se contenta em ficar parado, você quer se mover, agir ser útil de alguma forma. Quando Deus nos toca Ele nos tira do comodismo, da zona de conforto. As vezes não é de sinais que você precisa para ir, mas sim de transformação de mente e coração para ser proativo.
Lembrei da minha mãe quando pergunto por que ao invés dela ficar reclamando ela não manda logo eu ir fazer as coisas? Ela sempre responde que tem coisas que você não precisa que te mandem fazer, você sabe que tem que fazer . E o que isso tem a ver com conviver com as pessoas? A gente as vezes usa elas como desculpa para não ir ofuscando a transformação, se a sofremos mesmo, que sofremos.
Doeu em mim.
É, essa foi a lapada que levei dentro de um ônibus vindo trabalho.
Duda Borges
p.s: Comecei falando de assunto e terminei em outro, não sei se pra você fará tanto sentido quanto pra mim fez.
